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Menos cansaço, mais equilíbrio hábitos para viver melhor

O início de um novo ano costuma trazer expectativas, metas e desejos de mudança. No entanto, para muitas mulheres, o cansaço continua presente. A mente segue acelerada. E o corpo demonstra sinais de desgaste. Além disso, a rotina intensa, o excesso de compromissos e a falta de pausas fazem com que o autocuidado seja constantemente adiado.

Segundo alerta a psicanalista Andrea Ladislau, infelizmente, esse ritmo de vida agitado, gera esgotamento físico e mental que podem levar à total exaustão.

Com o passar do tempo, viver no automático se tornou comum. Porém, essa pressa constante cobra um preço emocional alto. Por isso, falar sobre hábitos de saúde mental é essencial para quem deseja mais equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.

Hábito 1: reconhecer os sinais de esgotamento

Menos cansaço, mais equilíbrio hábitos para viver melhor
Foto de Polina Tankilevitch

Antes de qualquer mudança, é preciso reconhecer o que o corpo está tentando comunicar. Pois o cansaço constante, a dificuldade para dormir, a irritação frequente e a falta de concentração são alertas importantes. Além disso, quando o desânimo se torna recorrente, é sinal de que algo precisa de atenção.

Ignorar esses sinais faz com que o desgaste aumente. Por isso, observar as próprias emoções é o primeiro passo para retomar o equilíbrio.

“De tão expressivos, esses efeitos vão além do aspecto psicoemocional e passam a acometer também o fisiológico. Assim, eles tendem a causar sintomas que trazem um desgaste crescente no corpo, o que reduz a energia e o engajamento dos indivíduos ao realizar atividades do dia a dia”, explica Andrea.

Hábito 2: entender as causas do cansaço emocional

Menos cansaço, mais equilíbrio hábitos para viver melhor
Foto de Mikhail Nilov

Esse cenário é comum em profissões marcadas por cobrança constante, pressão diária e acúmulo de tarefas. Com o tempo, esse ritmo intenso começa a pesar. Por isso, o equilíbrio entre mente e corpo se perde. De acordo com a psicanalista dra. Andrea, a sobrecarga contínua interfere diretamente no bem-estar emocional. Assim, a mente permanece em alerta, enquanto o corpo reage.

Como consequência, surgem noites mal dormidas. Além disso, a alimentação se desregula. Aos poucos, a ansiedade aparece e o estresse aumenta. Com o passar dos dias, outros impactos se manifestam. Por exemplo, sedentarismo, anemia e sintomas depressivos passam a fazer parte da rotina. Com isso, o dia a dia se torna mais cansativo e desafiador.

Além disso, muitas pessoas assumem compromissos além do que conseguem administrar. Segundo a dra. Andrea, é comum tentar conciliar trabalho, estudos e várias atividades ao mesmo tempo. Com isso, muitas mulheres absorvem responsabilidades emocionais que não deveriam ser individuais. Assim, surgem as chamadas esponjas emocionais. Com esse ritmo acelerado, os sinais de alerta se intensificam. O raciocínio fica mais lento, o sono perde qualidade e a produtividade diminui. Por fim, a especialista reforça que os impactos vão além do emocional. Dessa maneira, a queda da imunidade se torna comum. Portanto, desacelerar deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.

Hábito 3: reduzir a sobrecarga da rotina

Menos cansaço, mais equilíbrio hábitos para viver melhor
Foto de Samson Katt

Muitas mulheres acumulam funções e tentam dar conta de tudo ao mesmo tempo. Trabalho, casa, estudos, vida social e responsabilidades emocionais acabam se misturando. Como resultado, o autocuidado fica em último plano.

Reduzir a sobrecarga não significa desistir. Significa reorganizar prioridades. Pequenos ajustes na rotina já fazem diferença quando o objetivo é preservar a saúde mental.

“Não espere atingir o limite para reconhecer o que realmente importa para você. Aproveite que o ano só está começando. Se permita, dentro do possível da sua realidade, a rotina diária de cuidar de si, antes que as exigências da vida alcancem um ponto insustentável. Você merece ser a sua própria prioridade”, afirma.

Hábito 4: estabelecer limites emocionais

Menos cansaço, mais equilíbrio hábitos para viver melhor
Foto de Polina

Além das tarefas práticas, existe também a sobrecarga emocional. Muitas mulheres absorvem problemas que não são seus. Além disso, sentem-se responsáveis por todos ao redor. Com o tempo, acabam carregando mais do que conseguem suportar.

Por isso, criar limites é essencial. Antes de tudo, é preciso reconhecer o próprio cansaço. Em seguida, aprender a dizer não. Além disso, respeitar o próprio tempo faz diferença. Da mesma forma, entender até onde é possível ir evita excessos. Como resultado, o esgotamento silencioso deixa de se acumular. E, aos poucos, o equilíbrio começa a retornar.

Hábito 5: incluir o autocuidado na rotina diária

Foto de Polina Tankilevitch

Autocuidado não precisa ser complexo. Ele começa em pequenas escolhas. Uma pausa consciente. Um momento de silêncio. Um tempo longe das telas. Um cuidado simples, porém constante.

Quando o autocuidado passa a fazer parte da rotina, e não apenas de momentos raros, o equilíbrio emocional se fortalece.

É importante compreender que priorizar a saúde mental não é egoísmo. Pelo contrário. É uma necessidade. Quando você está bem, tudo ao redor flui melhor.

Hábito 6: respeitar os próprios limites

Foto de Polina

Respeitar os próprios limites é um ato de amor-próprio. Nem sempre será possível dar conta de tudo. E tudo bem. Antes de qualquer cobrança, é preciso acolher essa realidade. Assim, a culpa diminui. Como consequência, a leveza aumenta.

Além disso, não é necessário esperar chegar ao limite para mudar. Pelo contrário. Pequenas atitudes diárias já fazem diferença. Aos poucos, novos hábitos se formam. Dessa maneira, torna-se possível construir uma rotina mais equilibrada. E, com o tempo, uma vida mais saudável e gentil consigo mesma.

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