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Dia da Mulher: Violência Contra Mulheres Só Aumenta

O dia 8 de março é comemorado como o Dia Internacional da Mulher. Mas será mesmo que estamos em condições de comemorar alguma coisa? É só ligar a TV ou acessar as redes sociais para ficar sabendo de mais um caso de violência contra a mulher. Em 2025, o Brasil registrou o maior número de feminicídios da última década. Um aumento de 4,7%, em relação a 2024, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Como podemos comemorar o dia da mulher, se não estamos seguras?

As análises feitas pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, são de dados de registros policiais e das Secretarias de segurança pública e defesa social. O levantamento ainda aponta que 8 em cada 10 casos de feminicídios no Brasil, são cometidos pelos parceiros ou ex-companheiros. O agressor é homem, em 97,3% dos casos.

No dia da mulher, não queremos flores e sim SEGURANÇA

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No meio de tanta insegurança, nós mulheres nos sentimos vulneráveis. Afinal, ficamos em constante alerta. Seja por medo de roubos ou pela possibilidade de violência física. Não são apenas as vítimas que sofrem, mas sim toda a sociedade. Viver em um país onde as leis não nos protegem, meche com nossa saúde emocional e a longo prazo reflete em nossa integridade física. A cada novo caso de feminicídio que vemos na TV, nós perdemos um pouco da paz e do sono.

Só nos primeiros seis meses de 2025, a violência contra mulheres no Brasil revelou números alarmantes. Ao todo, 718 feminicídios e 33.999 casos de estupro foram registrados no país, o que representa uma média aproximada de 187 ocorrências por dia. Os dados fazem parte do Mapa Nacional da Violência de Gênero. Este é um estudo elaborado pelo Observatório da Mulher Contra a Violência, órgão vinculado ao Senado Federal do Brasil.

O ciclo da violência e as vítimas do feminicídio

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 Camila Camaratta, psicanalista, diz que os números mostram que o feminicídio na maioria das vezes não é um caso isolado. “Na maioria dos casos, trata-se do desfecho de uma violência que já vinha se manifestando. A agressão não começa no último dia; ela se instala gradualmente, em dinâmicas de humilhação, intimidação e escalada de conflitos”, afirma. Então, de acordo com ela, muitas mulheres acreditam que seus companheiros podem mudar, mas infelizmente isso pode se tornar em tragédia.

A psicanalista ainda destaca que as mulheres não são as únicas vítimas. Pois os filhos também estão vulneráveis. Afinal, casos recentes alertam que os filhos sofrem violência e são mortos como extensão da violência a mulher.

Dia da mulher: justiça, prevenção, proteção e mudança cultural

Já estamos cansadas, cansadas de ter medo e de viver com medo. Mas o que fazer? Não adianta criar novas leis se as que já existem não nos protegem como deveriam.

Hoje, o Brasil possui leis importantes, como a Lei Maria da Penha e a Lei do Feminicídio. No entanto, como vemos todos os dias na televisão, o problema muitas vezes está na aplicação dessas leis. Por isso, é fundamental pressionar o poder público para ampliar delegacias especializadas, tornar os julgamentos mais ágeis e, claro, garantir o cumprimento efetivo das penas. A punição precisa estar à altura da gravidade dos crimes, pois só assim será possível desestimular a violência contra a mulher.

Outro ponto importante é que muitas mulheres continuam desprotegidas mesmo depois de denunciar. Por isso, é essencial ampliar a rede de apoio, com mais abrigos e assistência para vítimas, além de fortalecer o monitoramento de agressores.

Também é fundamental que os pais conversem com seus filhos sobre respeito e responsabilidade. No entanto, essa educação precisa se estender às escolas. Ensinar desde cedo sobre respeito ao próximo e formas saudáveis de resolver conflitos é um passo essencial para construir uma sociedade mais segura para todas.

Fontes e dados: CNN Brasil; Senado Federal (Observatório da Mulher Contra a Violência); IBDFAM; Agência Brasil.

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