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O que toda mulher precisa saber sobre a endometriose

Se você sente cólicas fortes há anos e sempre ouviu que isso é “normal”, talvez seja hora de rever isso. Afinal, a endometriose é uma doença em que um tecido parecido com o revestimento interno do útero se desenvolve em lugares onde não deveria. Além disso, é uma das condições que mais demoram para ser diagnosticada.

Para se ter uma ideia da dimensão do problema, estima-se que mais de 190 milhões de mulheres vivam com a doença ao redor do planeta. No Brasil, a situação é igualmente preocupante, e uma das maiores queixas de especialistas é justamente o tempo que se leva até chegar a um diagnóstico correto. Pois muitas vezes, são anos de sofrimento antes de qualquer resposta.

O que toda mulher precisa saber sobre a endometriose
Foto de Polina Zimmerman Pexels

Pequenas lesões podem causar dores incapacitantes dependendo da localização, enquanto lesões mais extensas podem, em casos raros, ser completamente assintomáticas.”

— Dra. Nataly Campos, ginecologista e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco

Por isso, não se deve usar a dor como base para o diagnóstico. Isso significa que, mesmo sem sintomas devastadores, uma mulher pode estar com a endometriose avançada. Mas outra pode ter lesões pequenas e, ainda assim, mal conseguir levantar da cama durante o período menstrual.

Por que o diagnóstico da endometriose pode demorar?

O que toda mulher precisa saber sobre a endometriose
Foto de ROMAN ODINTSOV Pexels

Durante muito tempo a dor foi normalizada até pela sociedade médica. Então, por isso, muitas mulheres ainda demoram para buscar ajuda especializada.

Segundo a Dra. Nataly Campos, quando a endometriose finalmente é identificada, em vários casos já se encontra em estágio avançado. Quanto mais tarde o diagnóstico chega, menores podem ser as chances de uma gestação espontânea.

Fique atenta: sinais que merecem atenção

  • Dor durante a relação sexual
  • Cólicas fora do período menstrual
  • Dor nas pernas, especialmente à esquerda
  • Alterações intestinais ou urinárias no ciclo
  • Fadiga crônica e sem explicação aparente
  • Dor pélvica persistente

E a fertilidade, como fica?

Esse talvez seja o impacto mais doloroso da doença para muitas mulheres. A endometriose pode provocar inflamações, aderências e alterações nos órgãos reprodutivos. Portanto, consequentemente dificultam a fecundação. Entre 30% e 50% das pacientes enfrentam algum grau de infertilidade. Essa estatística ressalta, mais uma vez, a importância do diagnóstico precoce.

Mas mesmo diante desta realidade, nada está perdido. Pois o acompanhamento médico adequado pode fazer uma grande diferença na qualidade de vida e também aumenta a possibilidade de engravidar.

Quais são as opções de tratamento?

Foto de ROMAN ODINTSOV Pexels

De acordo com a especialista, tudo começa pelo controle clínico. Nessa primeira etapa, geralmente são indicadas terapias hormonais. Como anticoncepcionais orais, DIU hormonal ou outros medicamentos. O objetivo é reduzir a inflamação e suspender o ciclo menstrual temporariamente.

Porém, quando os casos envolvem dores mais severas ou comprometimento de órgãos como intestino e bexiga, a cirurgia entra em cena. Nessas situações, o procedimento preferido é a laparoscopia minimamente invasiva. Pois ela permite remover as lesões e restaurar a anatomia pélvica.

Para mulheres que desejam gestar e enfrentam infertilidade, técnicas como a fertilização in vitro tornam-se aliadas estratégicas. Mas especialmente após a “otimização do ambiente pélvico.” Dra. Nataly Campos, ginecologista

Portanto, existe desde o tratamento clínico até a reprodução assistida. Algumas opções podem aumentar significativamente as possibilidades de uma gestação bem-sucedida.

Então, como bem lembra a Dra. Nataly, identificar os sintomas precocemente pode ser a diferença entre realizar, ou não, o sonho de ser mãe. E isso começa com uma coisa simples: parar de normalizar a dor.


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